acrescimento

ou a sabedoria do caracol

O pico do petróleo e as relações de poder

Foi colocado on-line esta semana um artigo muito interessante no Energy Bulletin * (fonte: Transition Network), que divulga a elaboração de um relatório no âmbito de uma tese para a obtenção de um grau académico de Pascal Eggen, um militar suíço, numa instituição do Exército Norte Americano (USACGSC).

Este relatório, datado de dezembro de 2011, faz algumas reflexões acerca do impacto do pico da produção de petróleo no balanço global do poder, sendo o seu título “Impact of the Peaking of World Oil Production on the Global Balance of Power”.

Deixo-vos uma tradução livre de minha autoria de algumas passagens do referido artigo:

Os pontos-chave de análise o tenente-coronel Eggen estão resumidos no segundo parágrafo do seu Resumo: “Esta pesquisa constatou que o pico da produção mundial de petróleo vai aumentar a consciência dos [limites] dos recursos por parte das grandes potências. Enquanto a produção de petróleo vai diminuir, as nações vão tentar preservar o seu alto nível de organização. A política mundial mudará do idealismo, típico da nossa atual economia crescente, para o realismo e para o realismo ofensivo. As regras económicas vão alterar-se para as de um jogo de resultado negativo. Como consequência, os jogadores com geopolíticas mais fracas terão de se alinhar com as grandes potências, para garantir perdas mínimas no fornecimento de petróleo. Finalmente, as grandes potências vão esperar até o último momento para iniciar as medidas de mitigação contra o esgotamento do petróleo. Na verdade, uma transição precoce para novas fontes de energia constitui um risco para alterar a sua posição geopolítica atual. ”

Citando ainda o artigo, refere-se que o relatório em causa, numa linguagem clara, faz uma reflexão importante sobre as implicações de uma oferta limitada de combustível líquido e as prováveis reações dos humanos a esta realidade e, acima de tudo, que o autor é um realista e aborda o tema do Pico do Petróleo com respeitosa prudência.

Parece algo complexo, mas a questão está bem explicada no texto original do artigo publicado no Energy Bulletin, que pode ser consultado aqui.

E, para quem tem curiosidade de ler um pouco mais, a tese (91 pág) pode ser consultada aqui.

* Três editores, provenientes do Reino Unido e dos Estados Unidos, contribuem para o “Energy Bulletin”, criado em 2004 por dois australianos com o objetivo de divulgar informação acerca do pico de fornecimento de energia, a nível global. Para saber mais, ver aqui.

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