acrescimento

ou a sabedoria do caracol

A importância do Emprego

JobCulture

Já tinha abordado este tema aqui, a propósito da economia formal e informal.

Mas este artigo chamou-me a atenção por ser muito específico relativamente ao “emprego” (trabalho remunerado): tal como refere o artigo anterior, o emprego faz parte da economia dita formal, que é apenas 1/4 da economia mundial, mas damos-lhe atualmente tanta importância que a maioria de quem lê esta fração não acredita que assim seja.

Adiante: desta feita trata-se de uma apreciação do emprego e da importância que lhe damos.

Tradução livre, uma vez mais, de um artigo retirado do facebook, desta página: “Rethinking the job culture

Para ler o artigo completo, clicar aqui.

* * *

«A Cultura do Emprego não compreende apenas empregos, trabalho e instituições empresariais. É um abrangente modo de vida em que milhões de pessoas fazem do trabalho remunerado por uma entidade o centro do seu mundo.»

«A pergunta “O que é que fazes?” é imediatamente entendida como: “Que tipo de trabalho remunerado tens?”»

«Na Cultura do Emprego, a vida familiar, a recreação, os interesses pessoais e os desejos devem ser todos subordinados ao Emprego e estruturados em torno deste.»

«Mesmo coisas como o que comemos (fast food), o que fazemos no nosso tempo livre (ver televisão, fazer compras) e como poupamos as nossas economias (investindo em ações e títulos) são ditadas por uma cultura de manutenção do emprego e das instituições empresariais.

«As nossas conversas, as nossas férias, o modo como vestimos, a escolha de onde moramos e qual a viatura que temos, opções de cuidados de saúde, e mil e uma outras coisas são todas ditadas por uma força central: o Santo Emprego.»

«Porque é que o desemprego é uma coisa má? Porque é que não pode ser encarado como uma oportunidade gloriosa para lazer, contemplação e criatividade? Porque é que o trabalho remunerado tem um estatuto mais elevado do que o trabalho não remunerado, mesmo quando o trabalho não remunerado pode ser mais agradável ou benéfico?»

* * *

Mas não posso deixar de referir que nem tanto ao mar nem tanto à terra… O trabalho remunerado faz, efetivamente, parte da economia global. Não podemos fugir dele. Há que aprender a conviver com ele, mas sem o colocar num pedestal (seja santificado ou transformado em demónio).

O que retiro deste reflexão é que andamos todos de trela colocada à conta do trabalho remunerado e faz-me pena ver pessoas (que não são poucas) a dizer que detestam trabalhar quando o que detestam é o emprego que são “obrigadas” a ter. Mas espera lá… obrigados por quem? Aí está. Como ouvi há muito pouco tempo, “é preciso deixar de mentir para poder defender uma mudança”. Mais: é preciso deixar de mentir a nós próprios se queremos efetivamente mudar.

Porque é preciso mudar.

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