acrescimento

ou a sabedoria do caracol

O desperdício de alimentos prejudica o clima, a água, a terra e a biodiversidade.

WasteFood

O título deste artigo é o mesmo de uma notícia na página da FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations) que reporta ao relatório “Food Wastage Footprint: Impacts on Natural Resources”.

Vamos a números? 1.3 milhões de toneladas de comida desperdiçadas por ano, o que implica um gasto a mais de um volume de água equivalente ao fluxo anual do Rio Volga (Russia) e à libertação de 3,3 milhóes de toneladas de gases de estufa para a atmosfera (mais do que isto só os EUA e a China, como países, conseguem superar…)

E um impacto na economia com um custo direto de 750 mil milhões de dólares (cerca de 536 mil milhões de euros).

“Don’t bite more than you can chew” (Não mordas mais do que consegues mastigar) é o nome de um programa lançado na Bélgica em 2008 em que foi emitido um guia para professores com alunos de 8 a 10 anos de idade com ideias para prevenir o desperdício alimentar.

Este programa é apenas um dos exemplos que consta do Tool Kit da FAO (Box 28, pág. 41), um guia com recomendações sobre como o desperdício e resíduos podem ser reduzidos em todas as fases da cadeia alimentar.

Este “Tool Kit” contém ainda a menção a uma série de projetos de todos os cantos do mundo que mostram como governos nacionais e locais, agricultores, empresas e consumidores podem tomar medidas para resolver o problema.

Portugal aparece no final deste documento com uma iniciativa intitulada “Menu Dose Certa”, que remonta a 2008, da iniciativa da Câmara Municipal do Porto e vários “stakeholders”, e que visava a redução do desperdício alimentar em restaurantes.

Mas é preciso muito mais…

O artigo fala genericamente em causas a montante (54% do desperdício durante a produção, a manipulação e o armazenamento pós-colheita) e a jusante (46% nas fases de processamento, distribuição e consumo). E, como seria de esperar, quanto mais tarde na cadeia alimentar um produto alimentar se desperdiça, maior é o impacto que tem a nívle dos recursos naturais.

Sublinho ainda as três grandes orientações que a FAO indica para ajudar a resolver este problema (por ordem de prioridades):

Reduzir o desperdício;

2º Reutilizar dentro da cadeia de alimentação humana;

3º Reciclar e recuperar (através da compostagem, por exemplo).

(Onde é que eu já vi estes “R”s?)

Este artigo fala ainda de uma parceria entre o Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) e a FAO na criação de uma campanha intitulada “Think-Eat-Save: reduce your foodprint”, que tem uma página bastante interessante aqui.

Como nota final, refiro a surpresa que se tem na incrível redução do volume de “lixo doméstico” quando se separa o “lixo orgânico” para compostagem. Pelo menos eu tive quando o comecei a fazer – o tamanho do saco do lixo reduziu para menos de 1/4 :)!

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