acrescimento

ou a sabedoria do caracol

Arquivo de Outubro, 2013

Semente de vida

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Conhecem a alface Chaíça Rosada, a cebola Vermelha de Montemor ou o feijão frade Vaca Velha?

E sabiam que existe uma cenoura portuguesa, a cenoura de Pau Roxo, “uma das raras variedades de cenoura nacional, comparável às estirpes encontradas no Afeganistão, presumidamente o berço da espécie”?

Estas e muitas outras variedades constam do catálogo de 2013 da associação “Colher para semear” e testemunham a (ainda) existente biodiversidade a nível agrícola em Portugal.

É uma associação que tem um trabalho que considero louvável: nos seus objetivos, o primeiro menciona desde logo “Inverter a situação actual de contínua perda de biodiversidade genética agrícola, por meio da recolha, cultivo e catalogação das variedades tradicionais ainda existentes”. E isto nos tempos em que a esmagadora maioria dos consumidores conhece apenas as variedades “normalizadas” (quase todas híbridas, quando não transgénicas) que as grandes superfícies nos “impingem”.

Isto tudo a propósito da nova lei das sementes. A guerra continua, há muitas batalhas por travar. E a divulgação de variedades regionais através do comércio local é uma das armas mais poderosas do lado da biodiversidade.

Segundo a Colher para semear, “A perda da biodiversidade agrícola, em todo o mundo, é da ordem dos 75%,
segundo estudo da FAO em 1984”.

Vi aqui há tempos um vídeo, com locução de Jeremy Irons, intitulado “Seeds of freedom”, que tem uma versão adaptada para o português aqui.

Tenho pena de não conseguir colocar o vídeo diretamente aqui no blogue.

Mas fica a ligação: são cerca de 30 minutos que valem mesmo a pena 🙂