acrescimento

ou a sabedoria do caracol

Arquivo de Dezembro, 2013

Agricultura Biológica (AB)

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“Uma conversão planetária à agricultura biológica, sem desflorestação das zonas selvagens para fins agrícolas e sem utilização de adubos azotados, alcançaria uma oferta de produtos agrícolas na ordem de 2.640 a 4.380 kCal por pessoa e por dia”.

(FAO, Conferência internacional de 3 a 5 de Maio de 2007)

Logotipo_AgrobioDesde produtores agrícolas com experiência a curiosos quanto à origem dos alimentos, havia um pouco de todo um vasto leque de interesses no grupo da formação sobre Agricultura Biológica que terminei na Agrobio há pouco mais de um mês.

E, por ser um tema cuja esfera interseta em larga escala a do acrescimento, vou dedicar-lhe os meus próximos artigos aqui no blogue.

Uma das primeiras coisas que aprendemos são os princípios básicos da agricultura biológica.

Segundo o regulamento CE 834/2007 , temos as seguintes referências:

– A vida e a fertilidade dos solos;

– Biodiversidade dos ecossistemas;

– Recursos renováveis e reciclagem;

– Equilíbrio ecológico;

– Fitossanidade e saúde animal;

– Alimentos saudáveis para as pessoas e para o ambiente.

Da resposta à pergunta “O que é a agricultura biológica?” no site da Agrobio sublinho a seguinte passagem:

“A Agricultura Biológica é um modo de produção que visa produzir alimentos e fibras têxteis de elevada qualidade, saudáveis, ao mesmo tempo que promove práticas sustentáveis e de impacto positivo no ecossistema agrícola. (…) [e] fomenta a melhoria da fertilidade do solo e a biodiversidade.”

Como é vasta a quantidade de informação que pode ser abordada neste tema, vou dedicar os próximos 3 artigos aos 3 tópicos que sobressaem desta passagem:

  1. Solo
  2. Biodiversidade
  3. Alimentos saudáveis

Ainda a alimentação

Migalheiro

Ainda a propósito da Dieta Mediterrânica, caiu-me no colo hoje uma publicação da DGS, integrada no Programa Nacional de Promoção de Alimentação Saudável com algumas dicas muito úteis, que aliam também a parte agradável.

Ou seja, diz-nos o que podemos melhorar na nossa alimentação, gastando menos (obrigada, David F. :)).

Tem coisas que eu, em particular, não sigo por sistema (como a utilização do micro-ondas ou o recurso à congelação de refeições cozinhadas), mas é genericamente um documento bem conseguido e de leitura fácil. E com receitas! 😉

Aqui fica: Manual Alimentação Inteligente.

Mais informações no sítio da Alimentação Saudável.

Azeite e companhia

Uma das premissas do “acrescimento” é parar e olhar para trás. Não forçosamente para retroceder, mas para avaliar o que de bom se fazia e que vale a pena manter (ou recuperar).

E a dieta mediterrânica é uma dessas heranças boas. Foi classificada oficialmente  como “Património da Humanidade” em novembro de 2010 pela Unesco, e a candidatura de Portugal neste âmbito foi reconhecida no passado dia 4, em Baku.

Uma das regras base deste estilo de vida (sim, porque é mais que um simples regime alimentar saudável” *) é a utilização de alimentos frescos e, por tal, provenientes de uma produção adequada ao tempo próprio dos alimentos.

Em dezembro, segundo o site da Fundação Dieta Mediterrânea, temos, como exemplo nos vegetais, a acelga, o alho, a alcachofra, o aipo, a berinjela, os brócolos, a abobrinha (courgete), a abóbora, a cebola, o repolho, a couve-flor, a endívia, a escarola, o espinafre, a ervilha, a alface, o nabo, o alho-porro (alho-francês), o rabanete, a beterraba, a couve…

E são praticamente infinitas as suas combinações, conjuntamente com a fruta da época e o peixe (fonte preferencial de proteína animal na Dieta Mediterrânica). Nem só de doces vive a época natalícia 🙂

Bom apetite!

*  “A dieta Mediterrânea traduz um estilo de vida, e não apenas um padrão alimentar, que combina ingredientes da agricultura local, receitas e formas de cozinhar próprias de cada lugar, refeições partilhadas, celebrações e tradições(…)”. Mais sobre Alimentos temporais no site da Fundação.

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