acrescimento

ou a sabedoria do caracol

3. Alimentos saudáveis

O 3º e último artigo prometido há tempos. Muito se pode dizer sobre esta temática. Talvez por isso este tenha demorado tanto tempo a sair…

Há uma frase bastante citada hoje à qual atribuo muito significado, no que toca à alimentação: You are what you eat. *

Recentemente, li Masanobu Fukuoka em “A revolução de uma palha”. Trata-se de um livro sobre agricultura selvagem, em que o autor refere, de uma forma muito natural e intuitiva, a estreita relação entre a alimentação e a produção dos alimentos.
Grande parte da humanidade não valoriza hoje em dia esta estreita relação e, quando a (re)descobre, é no sentido da procura de soluções para os problemas de saúde que entretanto adquiriu.

“Devíamos viver num ambiente natural a fim de que a doença não se mostre, ao invés de adoecermos e depois nos absorvermos numa alimentação para nos curarmos”, diz Fukouka.

Mas este livro vai dar pano para mangas em outros artigos.

Vou terminar este com excertos de um texto que li na revista da Agrobio nº 92 (texto completo ver aqui – Crianças: a importância de comer BIO)

AJoaninha

 

  • “A necessidade de produtos mais baratos levou ao aparecimento de produtos alimentares com listas intermináveis de aditivos (…) e muitas vezes com menos quantidade de alimentos propriamente ditos (como sumos feitos com água, açúcar e corantes, sem qualquer fruta)”;
  • Os “alimentos verdadeiros”, apesar de “terem um menor teor de açúcar e gordura, mais vitaminas, minerais e fibras, apresentam quantidades residuais de agrotóxicos”;
  • “Segundo a toxicologia clássica, uma dose segura é aquela que é incapaz de provocar toxicidade (…) Mas infelizmente tem-se vindo a descobrir que é possível induzir danos (…) que se podem manifestar apenas anos depois”;
  • O “consumo continuado e subtil de moléculas com (…) efeito de disrupção hormonal, (…) atribuído a diferentes compostos químicos usados actualmente, desde plásticos, até aromas ou perfumes, mas também a determinados agrotóxicos (…) pode alterar o trabalho que algumas das nossas hormonas desempenham no crescimento e desenvolvimento infantil. Infertilidade, alterações imunitárias, cognitivas ou comportamentais, ou obesidade são alguns dos efeitos secundários associados a estes compostos”.

* segundo este site, esta frase surgiu, na língua inglesa, em 1942, com o nutricionista Victor Lindlahr, mas a origem ideológica remonta a 1826.

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