acrescimento

ou a sabedoria do caracol

A face e o reverso

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Lá diz o ditado: “Nem tudo o que luz é ouro”. Do mesmo modo, nem tudo o que nos parece opaco é mau.

Tem corrido por aí uma notícia que diz que a ministra francesa sugere que o mundo pare de comer Nutella. Por causa da utilização de óleo de palma, um consumo que se está a tornar excessivo, sendo uma das causas associadas à destruição da floresta tropical.

Mas este consumo verifica-se em dezenas de outras utilizações mais (“desde as batatas fritas ao biodiesel, passando por pastas de dentes e cremes para a pele”), e, segundo o que esclarece este artigo da Green Peace, o fabricante da Nutella (Ferrero) é uma entidade bastante ativa na procura de soluções alternativas ao produto e no apoio a entidades que trabalham para a proteção da floresta tropical e de quem vive dela (Palm Oil Innovation Group).

Aqui gostaria de sublinhar uma das regras que subentendo na filosofia do “acrescimento”: quando nos apercebemos que algo está mal, a solução não é cortar o mal pela raiz sem olhar a como, mas sim perceber onde podemos melhorar e fazer uma transição consistente e duradoura.

E mais: “(…) em suma, não se trata de culpabilizar os consumidores para os converter à ascese, mas de os responsabilizar como cidadãos.” (em reduzir significa regredir?). Alertar consciências, mas com conta, peso e medida. E bom senso.

NOTA: a ministra francesa, entretanto, retratou-se.
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