acrescimento

ou a sabedoria do caracol

Arquivo de Ação!

Desperdício zero

BeaJohnson

Bea Johnson

Após mais um longo interregno, deixo hoje o testemunho de alguém que pratica algo que faz todo o sentido.

Considero um exemplo a seguir – talvez ainda não tenha encontrado a força de vontade suficiente para chegar tão longe… mas para lá quero caminhar 🙂

Cliquem na imagem para ler a entrevista ou acedam aqui:

http://observador.pt/especiais/uma-vida-de-consumo-e-uma-perda-de-tempo/

Um oásis no deserto

Projeto Ron Finley: com as suas raízes na zona centro-sul de Los Angeles (EUA), poderei chamar-lhe um oásis no deserto urbano.

RonFinley

Este senhor tem vindo a criar pequenos oásis, que têm plantas (comestíveis), mas que, bem analisadas as coisas, vai muito para além disso: ele cria pequenos núcleos de esperança em áreas ditas problemáticas. E são assim apelidadas por um sem número de razões, entre as quais reinam os índices de criminalidade.

Mas esta classificação de “problema” devia ter à cabeça outras questões, que me parecem mais perto da origem destes índices politicamente corretos: uma delas é a esterilidade alimentar com que se deparam estas pessoas.

E é aqui que o projeto de Ron entra: criação de pequenas células com tendência para alargarem, que não só alimentam o corpo, mas que dão alento à alma. Do que já li, tenho fé que seja um projeto com características parecidas com os vírus, mas que espalhe algo de bom.

Fica aqui a ligação para um vídeo promocional ao projeto, na página do L.A.Times: “Can you dig this“.

Heroísmo inato

Yacouba

Este homem, de seu nome Yacouba Sawadogo, tem travado, ao longo de 40 anos, uma guerra com o deserto: “Começou em 1974 quando a seca assolou o Sahel, a zona ecoclimática e biogeográfica de transição entre o norte do deserto do Saara e o sul da savana sudanesa”, segundo relata este artigo.

Recuperou uma técnica de cultivo ancestral e, contra a corrente de todos os que o consideravam louco, passou palavra, ensinou outros agricultores e conseguiu fazer com que mais de 3 milhões de hectares de solo árido tivessem de volta a sua fertilidade.

É ou não um herói nato? Para mim, sem sombra de dúvida…

Autossuficiência ganha terreno

IncredibleEdible

Todmorden é o nome de uma cidade a pouco menos de 40 km a norte de Manchester, no Reino Unido, com pouco mais de 15 mil habitantes.

IncredibleEdible

E é uma cidade especial, porque tem um projeto comunitário denominado Incredible Edible (traduzindo livremente, algo como produtos comestíveis ou alimentos incríveis) que existe desde 2008 (segundo a página no facebook, aqui), incentivando a produção local dos alimentos, e que tem o ambicioso objetivo de se tornar autossuficiente até 2018, segundo li neste artigo.

Gosto particularmente do lema que espelham logo na página de entrada do seu site: “Membership: If you eat you’re in.” (algo como “Filiação: se comes, és membro.”)

Mais destas houvesse e estaríamos mais perto da Paz no mundo…

GrowYourOwn

Pequeno organismo, grande ideia

EcovativeDesign

O artigo que li tem o nome “Bioplástico: cogumelos são o plástico do futuro” e pode ser lido aqui.

Mas, na verdade, ouvindo Eden Bayer, o impulsionador deste projeto, este “novo plástico” não é propriamente feito de cogumelos em si: utiliza materiais considerados desperdício na agricultura e, após um processo de trituração e preparação em moldes, recorre aos micélios (fibras constituintes dos cogumelos) como uma espécie de cola que, após alguns dias, permite obter as formas que se pretendem (blocos, placas…).

Nada como dar uma espreitadela no artigo ou mesmo no site da empresa que produz material para embalagens (ecovative design) e até já utilizou este produto para fabricar uma casa de madeira com isolamento (ver blog aqui).

Para além de reutilizável, é reciclável, biodegradável e até “nutritivo”, podendo-se incorporar na compostagem, coisa impensável para a nossa tão conhecida “esferovite”.

Mais prós que contras

Deixo aqui um excerto do programa “Prós e Contras” da RTP que vi hoje e que achei particularmente assertivo (não pude deixar de reparar nas posturas corporais de alguns dos presentes na assistência e na mesa).

E deixo também as palavras do Luís Alves, que foi quem o colocou no YouTube:

“Alfredo Cunhal Sendim, da Herdade do Freixo do Meio, um fantástico projecto de Agricultura Biológica Portuguesa, faz uma das melhores intervenções do programa, demonstrando que a corrente comercial vigente para os produtos agrícolas pode ser diferente da que se instalou no país. Agricultores resilientes e organizados é mesmo o que falta neste canto da Europa…”

Do outro lado do Atlântico

“To heal the food system is the only way we’re going to heal our economy, our bodies and the land.”

ManInTheMaze

 

Com um título que pode ser traduzido como “O Homem no Labirinto” ou “O Homem na Incerteza”, este é um mini-filme que retrata a consciencialização da imperativa necessidade da diversidade e da re-localização, vinda do outro lado do Atlântico: soluções para sarar o atual sistema de produção e distribuição de alimentos em determinadas zonas dos EUA aparecem em várias frentes.

Gary Paul Nabhan é um “ativista da alimentação”, escritor e membro da direção da organização “Slow Money“.