acrescimento

ou a sabedoria do caracol

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Passinhos na mudança (?)

Avaaz_Paris

Volto a este blogue com um artigo de (alguma) esperança.

Nestes assuntos que envolvem muita gente e gente grande fico sempre com um pé atrás. Mas as letras gordas ajudam a ter um fio de fé pendurado ao pescoço.

Falo da cimeira pelo clima, Paris.

Fica aqui uma ligação (com texto em inglês) do “The Guardian“, com um vídeo inicial que retrata uma concentração de … sapatos: após o cancelamento por razões de segurança, a organização (Avaaz) conseguiu que fossem doados mais de 10 mil pares de sapatos, que foram colocados na rua, simulando a presença dos seus donos. (Nestes pares incluem-se os  do Papa e do secretário-geral da ONU).

Mobilizam-se pequenos e começam a acordar os grandes.

Agora é preciso ação, com coesão, perseverança e continuidade.

Será? Espero estar cá para ver 🙂

 

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A energia da terra

Faz amanhã um mês que estive no 1º Seminário da Plataforma Portuguesa de Geotermia Superficial.

É um conceito relativamente simples de explicar, mesmo para quem não esteja familiarizados com as temáticas da geociência e da termodinâmica: veja-se a figura seguinte.

PPGSdiagrama

A Geotermia de Baixa Entalpia aproveita o facto do terreno ter, até cerca de 200 m de profundidade, uma temperatura estabilizada entre os 15ºC e os 20ºC. Este é um tipo de aproveitamento energético que está a dar os primeiros passos em Portugal e que se pode aplicar a várias escalas: desde uma pequena moradia a instalações fabris, com a grande vantagem de ser uma energia “limpa”, (quase) infinita e, por isso, com um impacto no meio ambiente quase nulo, ao contrário dos combustíveis fósseis.

Este meu artigo foi inspirado neste.

E recomendo um outro artigo no mesmo blog aqui,  interessante para quem tem curiosidade de saber um pouco mais.

E, para aceder à página da plataforma, ir aqui.

A Transição no Maria Matos

Outubro de 2012… Como o tempo passa.

Mas em boa hora surgiu esta oportunidade de retomar este espaço de divulgação. Quanto mais não seja, faz-me bem à alma 😉

E por falar em tempo… é hoje, é amanhã e tenho deixado escapar belíssimas oportunidades de ouvir falar no tema da Transição.

No Maria Matos. Até julho. (ver aqui)

MariaMatos_Transicao

Tirando partido das ferramentas da globalização para me ajudar, fiz uma pesquisa na internet sobre a senhora de hoje (ela a falar lá e eu aqui, a pesquisar sobre ela…).

Tema: comida! Não, não é só fome. É sério. Muito sério. Conhecem o termo “sitopia”?

Sitopia

Ora então espreitem o site de Carolyn Steel, uma arquiteta empenhada em usar a comida como denominador comum para uma discussão assertiva sobre qual as cidades dos dias (conturbados) de hoje.

Fica aqui também aquilo que penso ser o que ela está a apresentar no Maria Matos, enquanto eu redijo este artigo sobre ela e o seu trabalho… Enjoy!

Portugal Glocal

Mais uma iniciativa que nos vai mostrando um caminho alternativo: GLOCAL – Pensar Global, Agir Local.

Ver aqui.

Dois dias de partilha de ideias que me parecem muito interessantes, já a 11 e 12 do próximo mês  de outubro.

Tenho muita pena de não poder ir a Seia nestes dias, mas fica o registo, porque me animou o espírito!

E falarão (também) do decrescimento.

🙂

Serge Latouche em Portugal – o vídeo

O CIDAC publicou recentemente o vídeo com a conferência de Serge Latouche no passado dia 8 de Março na Gulbenkian:

link original: http://vimeo.com/41693922

O fim de um ciclo

Não estive presente, como aliás tinha comentado num artigo anterior, mas não queria deixar passar em branco o fecho do ciclo dedicado à Islândia no Espaço Nimas, em parceria com a Apordoc.

Para tal, faço minhas as palavras de um amigo que lá esteve:

3ª sessão – “Gnarr“.

4ª sessão – “Maybe I should have“.

Vou continuar atenta a estas iniciativas, excelentes sementes para manter vivo o espírito do debate de ideias.

“Decrescimento: uma proposta polémica?”

Ontem foi dia de “dois em um”:

  • uma sessão com a discussão da teoria, com a apresentação do projeto do decrescimento por parte de Serge Latouche “himself”, na Gulbenkian;
  • uma sessão com a apresentação do caso prático de um país que se encontra atualmente a repensar o seu futuro: a Islândia.

Quanto à segunda, é tema suficiente para um artigo à parte deste, em que darei conta da digestão do que vi e ouvi no documentário “The Future of Hope” apresentado num ciclo que agora começa no Nimas.

Quanto à primeira… que mais dizer sobre Serge Latouche que não se encontre já espelhado nas diversas citações que se podem encontrar neste blog sobre a sua obra? Só mesmo estando lá…

Excelente comunicador, explanando as ideias de um modo muito assertivo, trouxe a Portugal, a meu ver, mais um contributo para a lenta mas necessária revolução na sociedade em prol de uma esperança no futuro.

Utópico? Assim pode parecer a alguns (senão à maioria…).

Mas eu acredito que o grau de concretização desta utopia depende da escala a que se pensa. E se, hoje, essa escala é pequena, revelando-se ao nível individual ou de um pequeno conjunto de indivíduos, com a divulgação das ideias do decrescimento (ou melhor, do acrescimento) de um modo construtivamente sereno e pacientemente persistente, a escala irá certamente alargar-se.

Para chegar onde? Considero-me uma privilegiada se conseguir vislumbrar uma resposta durante o meu tempo de vida.

E termino com um mote baseado numa frase que Latouche citou (infelizmente não me lembro de quem): há que temperar o pessimismo resultante do conhecimento da realidade atual com o otimismo da boa vontade e da força de vontade.