acrescimento

ou a sabedoria do caracol

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Um oásis no deserto

Projeto Ron Finley: com as suas raízes na zona centro-sul de Los Angeles (EUA), poderei chamar-lhe um oásis no deserto urbano.

RonFinley

Este senhor tem vindo a criar pequenos oásis, que têm plantas (comestíveis), mas que, bem analisadas as coisas, vai muito para além disso: ele cria pequenos núcleos de esperança em áreas ditas problemáticas. E são assim apelidadas por um sem número de razões, entre as quais reinam os índices de criminalidade.

Mas esta classificação de “problema” devia ter à cabeça outras questões, que me parecem mais perto da origem destes índices politicamente corretos: uma delas é a esterilidade alimentar com que se deparam estas pessoas.

E é aqui que o projeto de Ron entra: criação de pequenas células com tendência para alargarem, que não só alimentam o corpo, mas que dão alento à alma. Do que já li, tenho fé que seja um projeto com características parecidas com os vírus, mas que espalhe algo de bom.

Fica aqui a ligação para um vídeo promocional ao projeto, na página do L.A.Times: “Can you dig this“.

Fazemos um desenho?

Como diz o artigo onde vi o desenho animado Comida que alimenta, “Apesar de ter uma linguagem acessível às crianças, o vídeo também é voltado para todos os públicos, um humor inteligente e informações que são importantes.”

É uma conversa entre uma criança e um agricultor “agroecológico” (que me parece, se não estou em erro, que é um termo que no Brasil se utiliza para a agricultura biológica), que chama a atenção também para as problemáticas relacionadas com o comércio justo e a importância da escala local.

Fica o vídeo:

Pequeno organismo, grande ideia

EcovativeDesign

O artigo que li tem o nome “Bioplástico: cogumelos são o plástico do futuro” e pode ser lido aqui.

Mas, na verdade, ouvindo Eden Bayer, o impulsionador deste projeto, este “novo plástico” não é propriamente feito de cogumelos em si: utiliza materiais considerados desperdício na agricultura e, após um processo de trituração e preparação em moldes, recorre aos micélios (fibras constituintes dos cogumelos) como uma espécie de cola que, após alguns dias, permite obter as formas que se pretendem (blocos, placas…).

Nada como dar uma espreitadela no artigo ou mesmo no site da empresa que produz material para embalagens (ecovative design) e até já utilizou este produto para fabricar uma casa de madeira com isolamento (ver blog aqui).

Para além de reutilizável, é reciclável, biodegradável e até “nutritivo”, podendo-se incorporar na compostagem, coisa impensável para a nossa tão conhecida “esferovite”.

Venenos & companhia

Isto NÃO É a “teoria da conspiração”.

Certo que a maioria de nós não pode fazer nada diretamente.

Mas também é certo que o ato de consumo é um ato político, pelo que temos o dever de, pelo menos, ficar alerta.

…o que aconteceu com os plásticos…?

“Sabes o que aconteceu com os plásticos ultimamente?”, perguntou-me a minha irmã hoje.

Depois da sua visita mais ou menos semanal a umas lojas do costume (padaria, talho, pastelaria, um hipermercado e até ao mercado local), ela achou estranho que não teve de dizer a lenga-lenga do costume “Não, obrigada, não vou querer sacos de plástico.” E tudo isto em Monção.

Fiquei mais animada. Após ter lido algumas críticas, que alegavam que as “taxas verdes” criadas pelo governo só iriam beneficiar as grandes superfícies (porque as pessoas passariam a pagar os sacos de plástico), ou que “faltaram campanhas a explicar os motivos ambientais da nova taxa dos sacos de plástico «leves»”, fiquei esperançada que, mesmo que essas críticas tenham fundamento, se caminhe para uma maior consciencialização das populações.

Podem dizer que o governo só quer encaixar mais dinheiro, que os grandes é que vão ficar a ganhar ou que o pessoal não vai perceber porque é que não devem usar tantos sacos de plástico, mas se ajudar a diminuir este mal, já valeu a pena 🙂

Vá lá, toca a andar com um saquinho de pano na mala ou no bolso, uns quantos sacos maiores ou cestas no carro ou transportar pequenas compras na mochila de todos os dias. Agora, para além de ajudar o meio ambiente, poupam a carteira…

E, para ajudar a malta a perceber o drama que são os plásticos hoje em dia, deixo aqui um vídeo do oceancare:

<p><a href=”https://vimeo.com/102206306″>Plastic debris in the oceans</a> from <a href=”https://vimeo.com/oceancare”>OceanCare</a&gt; on <a href=”https://vimeo.com”>Vimeo</a&gt;.</p>

A família da Abelha Maia

Há um tempo contactei com a campanha “SOS Polinizadores”, por acaso, através do Facebook, mas ficou “na prateleira”.

Hoje deparei-me novamente com ela e deixo aqui uma sugestão de leitura que nos traz algumas ideias de como cada um de nós pode contribuir com mais uma gota para um oceano que urge salvar da seca eminente…

(A ideia da construção de um hotel para polinizadores pode parecer estranha, mas até achei gira e pode ser praticada por qualquer um de nós, até com a ajuda dos mais pequeninos. Vejam aqui como.)

No mesmo site há um artigo mais completo para quem quiser perceber um pouco mais do problema com que nos deparamos atualmente. Ver aqui.

Quercus_SOSPolinizadores

Mais prós que contras

Deixo aqui um excerto do programa “Prós e Contras” da RTP que vi hoje e que achei particularmente assertivo (não pude deixar de reparar nas posturas corporais de alguns dos presentes na assistência e na mesa).

E deixo também as palavras do Luís Alves, que foi quem o colocou no YouTube:

“Alfredo Cunhal Sendim, da Herdade do Freixo do Meio, um fantástico projecto de Agricultura Biológica Portuguesa, faz uma das melhores intervenções do programa, demonstrando que a corrente comercial vigente para os produtos agrícolas pode ser diferente da que se instalou no país. Agricultores resilientes e organizados é mesmo o que falta neste canto da Europa…”