acrescimento

ou a sabedoria do caracol

Fazemos um desenho?

Como diz o artigo onde vi o desenho animado Comida que alimenta, “Apesar de ter uma linguagem acessível às crianças, o vídeo também é voltado para todos os públicos, um humor inteligente e informações que são importantes.”

É uma conversa entre uma criança e um agricultor “agroecológico” (que me parece, se não estou em erro, que é um termo que no Brasil se utiliza para a agricultura biológica), que chama a atenção também para as problemáticas relacionadas com o comércio justo e a importância da escala local.

Fica o vídeo:

A resiliência: par-a-par.

Resiliencia

Peer-to-peer é uma expressão que, para além do significado informático, tem um significado que se relaciona com as temáticas que vou abordando. Segundo www.infopedia.pt, “diz-se do que é realizado diretamente, sem intermediários, entre duas pessoas ou entidades“.

Esta expressão apareceu-me num artigo que li a propósito da transição do presente sistema económico para um “sistema de produção que sirva de alternativa ao capitalismo industrial“.

O entrevistado, Michel Bauwens (ver a página da P2P Foundation aqui) refere, em resposta a uma pergunta que indaga acerca da velocidade com que a transição se está a fazer, algo que me parece muitíssimo adequado à ânsia com que todos vivemos hoje em dia.

Diz ele que é um assunto que se deve “…apressar lentamente. É claro que a transição para uma economia sustentável pós-capitalista, não vai acontecer da noite para o dia, nem mesmo em alguns anos. É um processo longo. (…) pode dar uma impressão de uma relativa estagnação, mas eu não me preocupo muito. Porque esta é uma grande crise, ecológica, social e económica, iminente no horizonte. O desafio é estar pronto quando ela irromper, provavelmente por volta de 2030. “

Os projetos em estudo, instalados em base peer-to-peer, diz, são”…ainda pequenos e, sim, muito poucos. Nos próximos anos, aqueles que ainda são apenas as sementes desta transição terão que desenvolver um ecossistema estável, a fim de iniciar um movimento real.”

E é isto. Semear de forma consistente, saber esperar e, acima de tudo, não desistir 🙂

 

 

Heroísmo inato

Yacouba

Este homem, de seu nome Yacouba Sawadogo, tem travado, ao longo de 40 anos, uma guerra com o deserto: “Começou em 1974 quando a seca assolou o Sahel, a zona ecoclimática e biogeográfica de transição entre o norte do deserto do Saara e o sul da savana sudanesa”, segundo relata este artigo.

Recuperou uma técnica de cultivo ancestral e, contra a corrente de todos os que o consideravam louco, passou palavra, ensinou outros agricultores e conseguiu fazer com que mais de 3 milhões de hectares de solo árido tivessem de volta a sua fertilidade.

É ou não um herói nato? Para mim, sem sombra de dúvida…

Uma imagem com palavras

Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras.

Pois esta é um misto e, embora as palavras estejam em inglês, a informação gráfica é o quanto baste para passar a mensagem: a humanidade só não permite que haja alimentação para todos sem destruir o planeta porque não quer…

Infographic

Autossuficiência ganha terreno

IncredibleEdible

Todmorden é o nome de uma cidade a pouco menos de 40 km a norte de Manchester, no Reino Unido, com pouco mais de 15 mil habitantes.

IncredibleEdible

E é uma cidade especial, porque tem um projeto comunitário denominado Incredible Edible (traduzindo livremente, algo como produtos comestíveis ou alimentos incríveis) que existe desde 2008 (segundo a página no facebook, aqui), incentivando a produção local dos alimentos, e que tem o ambicioso objetivo de se tornar autossuficiente até 2018, segundo li neste artigo.

Gosto particularmente do lema que espelham logo na página de entrada do seu site: “Membership: If you eat you’re in.” (algo como “Filiação: se comes, és membro.”)

Mais destas houvesse e estaríamos mais perto da Paz no mundo…

GrowYourOwn

Ano Internacional dos Solos

WhereFoodBegins_FAO

Não é à toa que a infografia que a FAO (Food and Agriculture Organization, das Nações Unidas) publica na sua página (aqui) começa com a frase “95% dos nossos alimentos provêm do solo”.

Mas “Solos saudáveis não são apenas a base para os alimentos, combustíveis, fibras e produtos médicos, mas são igualmente essenciais para os nossos ecossistemas, desempenhando um papel fundamental no ciclo do carbono, armazenamento e filtragem da água, e na melhoria da sua capacidade de resistência a inundações e secas.”

Estas são palavras do diretor geral da FAO nesse artigo, que anuncia o início oficial do Ano Internacional dos Solos.

Mais do que eventos para a humanidade se entreter com algo, é um tema muito sério, ao qual raramente vejo referências relevantes nos media de hoje. E, certamente, algo para cada um de nós combater com os meios que tem à disposição: como em tudo, grão a grão enche a galinha o papo ou, neste caso, partícula a partícula se recuperam os solos à escala global.

Follow the leader

Vídeo encorajador para quem se sinta a pregar para os peixinhos, sozinho e desamparado num mundo onde parece que ninguém o quer ouvir, ou ridiculamente seguidor de alguém que parece ridiculamente ignorado por todos.

😀

Ver AQUI.